terça-feira, 26 de outubro de 2010

Transmídia Trekkie

A Internet é um espaço no qual as mídias convergem para um só aparelho, ela permite que diversos produtos culturais como filmes, séries televisivas, anúncios publicitários, tenham uma extensão de conteúdo. A transmídia, que é precisamente essa amplificação de um produto cultural original de uma mídia para outras, é um fenômeno contemporaneamente característico da Internet, mas que possui antecedentes.
Um exemplo é a série televisiva dos anos 60 Star Trek, cujo sucesso tardio rendeu em 1967 uma novela gráfica, uma série animada em 1973, 11 filmes (Jornada nas Estrelas: O Filme, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock, Jornada nas Estrelas IV: A Volta para a Terra, Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira, Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida, Jornada nas Estrelas: Generations, Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato, Jornada nas Estrelas: Insurreição, Jornada nas Estrelas: Nêmesis e Star Trek) releituras em outras séries a partir da década de 80 (Star Trek – a nova geração , Deep space nine e Enterprise), jogos para computador, parque temático em Las Vegas, uma versão própria de Banco Imobiliário.
Talvez o mais impressionante aspecto transmidiático de Star Trek é a língua Klingon, que na série é provindo de uma espécie de alienígenas e deu origem a um Instituto da Língua Klingon. Inclusive, na série The Big Bang Theory os personagens fazem o tempo todo referências à Star Trek e chegam a jogar Scrabble em Klingon.
A Internet possibilita a reunião de todos esses conteúdos porque permite o encontro dos fãs de Star Trek ( os Trekkies) em uma única plataforma (por exemplo, no site do Star Trek você tem acesso a links para ver vídeos da série no youtube, ou ler HQs online), produzindo conteúdos de sua própria autoria como as fan fictions.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Primeira Noite de um Homem

Não há como negar, que a trilha sonora de A Primeira Noite de um Homem é um clássico. Isso ocorre simplesmente pelo casamento perfeito que a trilha tem com o roteiro. As composições originais são extremamente importantes para o decorrer da história, muitas vezes sendo elas que conduzem o pensamento dos personagens. 

O álbum produzido por Teo Macero, trás diversas composições da dupla musical, Simon & Garfunkel, composições que superaram a sua ligação com o filme e que são até hoje clássicos da cultura folk-rock.

Outra parte legal desta trilha é a utilização de uma mesma música, Sounds of Silence, em três momentos diferentes do filme. Algo que pode parecer repetitivo, mas que trás uma ótima dinâmica ao longa, assim como leva o espectador a sentir exatamente o que Benjamin, o protagonista, sente.

Esta trilha sonora é um exemplo perfeito de como "menos é mais", pois é extremamente simples e não muito comprida, porem é uma das partes mais importantes da historia, que esta sendo contada. Alem disso, ela também é a temporal, assim como o próprio filme. Já que os assuntos tratados em ambos ainda são muito presentes nos temas daqueles que acabam de virar adultos, e precisam escolher um caminho na vida.

A Primeira Noite de um Homem
EUA, 1967
Dirigido por Mike Nichols


Lado Um

  1. "The Sounds of Silence" (Simon & Garfunkel) – 3:06 
  2. "The Singleman Party Foxtrot" (Dave Grusin) – 2:52
  3. "Mrs. Robinson" (Simon & Garfunkel) – 1:12 
  4. "Sunporch Cha-Cha-Cha" (Dave Grusin) – 2:53
  5. "Scarborough Fair/Canticle (Interlude)" – 1:41
  6. "On the Strip" (Dave Grusin) – 2:00
  7. "April Come She Will" (Simon & Garfunkel) – 1:50
  8. "The Folks" (Dave Grusin) – 2:27

Lado Dois

  1. "Scarborough Fair/Canticle" (Simon & Garfunkel) – 6:22
  2. "A Great Effect" (Dave Grusin) – 4:06
  3. "The Big Bright Green Pleasure Machine" (Simon & Garfunkel) – 1:46
  4. "Whew" (Dave Grusin) – 2:10
  5. "Mrs. Robinson" (Simon & Garfunkel) – 1:12
  6. "The Sound of Silence" (Simon & Garfunkel) – 3:08




domingo, 17 de outubro de 2010

Maria Antonieta


Maria Antonieta de Sofia Coppola, trás uma trilha sonora muito interessante. O filme se passa
 no século XVIII, e relata a história da monarca Maria Antonia Josepha Johanna, duquesa da Áustria, que depois se torna rainha da França, através do casamento com Luís XVI. Porem, sua trilha trás diversos elementos de movimentos musicais dos anos 80, como o New Wave e o punk.

O filme se passa mesmo no século XVIII e sua arte (outro ponto fortíssimo do longa) faz jus a esta época. São as atuações, assim como a trilha que lhe dão um toque contemporâneo.

A trilha faz uso de The Cure, New Order, The Strokes entre outros. Mas, também aparecem nela peças barrocas clássicas de Antonio VivaldiJean-Philippe Rameau e Domenico Scarlatti. Causando um contraste muito forte e chamativo. Algo que incrementa muito o filme e o torna extremamente inovador.

Com a escolha desta trilha Sofia Coppola, consegue pegar uma história já muito conhecida e reconta-la de uma maneira divertida e inédita. 

Maria Antonieta
EUA, 2006
 Dirigido por Sofia Coppola


Disco Um

  1. "Hong Kong Garden (With Strings Intro)" – Siouxsie and the Banshees
  2. "Aphrodisiac" – Bow Wow Wow
  3. "What Ever Happened?" – The Strokes
  4. "Pulling Our Weight" – The Radio Dept.
  5. "Ceremony" – New Order
  6. "Natural's Not in It" – Gang of Four
  7. "I Want Candy (Kevin Shields Remix)" – Bow Wow Wow
  8. "Kings of the Wild Frontier" – Adam and the Ants
  9. "Concerto in G" – Antonio Vivaldi / Reitzell
  10. "The Melody of a Fallen Tree" – Windsor for the Derby
  11. "I Don't Like It Like This" – The Radio Dept.
  12. "Plainsong" – The Cure
Disco Dois
  1. "Intro Versailles" – Reitzell / Beggs
  2. "Jynweythek Ylow" – Aphex Twin
  3. "Opus 17" – Dustin O’Halloran
  4. "Il Secondo Giorno (Instrumental)" – Air
  5. "Keen On Boys" – The Radio Dept.
  6. "Opus 23" – Dustin O’Halloran
  7. "Les barricades mystérieuses" – François Couperin / Reitzell
  8. "Fools Rush In (Kevin Shields Remix)" – Bow Wow Wow
  9. "Aphex Twin – Avril 14th" – Richard James
  10. "K. 213" – Domenico Scarlatti / Reitzell
  11. "Tommib Help Buss" – Squarepusher
  12. "Tristes Apprêts, Pâles Flambeaux" – Jean Philippe Rameau / W. Christie
  13. "Opus 36" – Dustin O’Halloran
  14. "All Cats Are Grey" – The Cure


domingo, 10 de outubro de 2010

wallstreet 2



Para quem quer ir ao cinema, ver um filme bom e ainda ouvir uma trilha sonora de primeira, uma boa opção é o filme "Wallstreet - o dinheiro nunca dorme", continuação do filme homônimo da década de 80. Michael Douglas, Shia LaBeouf e Carey Mulligan estrelam este filme, que aborda a crise econômica de 2008. Dirigido por Oliver Stone, o filme apresenta uma edição incrível, tem bons momentos e uma boa trilha sonora.

As músicas do filme são quase todas  assinadas por ninguém mais, ninguém menos que David Byrne (TalkinHeads). Apresentando algumas parcerias com Brian Eno, a trilha de Wallstreet é daquelas que melhoram e marcam um filme.

Nos cinemas!

Wallstreet 2
EUA, 2010
Dirigido por Oliver Stone

1. Prison – Craig Armstrong
2. Home – David Byrne and Brian Eno
3. Life is Long – David Byrne and Brian Eno
4. Sleeping Up – David Byrne
5. Strange Overtones – David Byrne and Brian Eno
6. Money – Craig Armstrong
7. My Big Nurse – David Byrne and Brian Eno
8. Helicopter Reveal – Craig Armstrong
9. Tiny Apocalypse – David Byrne
10. Lazy – David Byrne
11. I Feel My Stuff – David Byrne and Brian Eno
12. This Must Be the Place (Naive Melody) – Talking Heads

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os Famosos e os Duendes da Morte



Os Famosos e os Duendes da Morte” marcou a estréia de Esmir Filho na direção de longa-metragens. O filme foi o grande vencedor do Festival do Rio de 2009, além de ter sido selecionado para importantes festivais internacionais, como o Festival de Berlim.
O filme conta a história de Mr. Tambourine Man, um garoto que mora em uma pequena cidade do Sul. Ele quer ir até São Paulo, ver o Show do Bob Dylan; enquanto decide se fica ou se vai, revisita a história de Jingle Jangle, uma menina que assim como ele ansiava por coisas maiores do que sua cidade podia oferecer.
Durante toda a narrativa, referências ao Bob Dylan são feitas (razão mais do que suficiente para qualquer bom amante de música assistir ao filme!); mas a trilha sonora original foi toda realizada por Nelo Johhan, um jovem cantor do Rio Grande do Sul que utilizava (e ainda utiliza) a internet como maior forma de divulgação de seu trabalho. Nelo e Mr. Tambourine dependem da internet para fazer contato com o mundo externo; assim, as músicas de Nelo parecem captar com perfeição a essência do protagonista.
Para quem se interessou, todo o trabalho de Nelo pode ser conferido na internet, através do MySpace do garoto; http://www.myspace.com/bangbangjesus  ou de seu site; http://nelojohann.wordpress.com/ . Acessando o site de Nelo, é possível baixar gratuitamente toda sua discografia.
Para quem se empolgar e quiser saber mais também sobre o filme, vale conferir; wwws.br.warnerbros.com/osfamososeosduendesdamorte/

domingo, 26 de setembro de 2010

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain


O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, conta a história de uma garçonete francesa, moradora do bairro parisiense Montmartre, que busca mudar de forma positiva a vida das pessoas ao seu redor. Ao mesmo tempo em que faz isto, Amelie também lida com a sua solidão e seu isolamento do mundo.

O filme de Jean-Pierre Jeunet, tem em seu elenco:  Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Serge Merlin entre outros. Ganhou quatro prêmios Césars, premiação mais importante do cinema Frances, dois prêmios Bafta, premiação mais importante do cinema Inglês, assim como foi indicado a cinco Oscars, inclusive de melhor trilha sonora.

A trilha do filme foi composta pelo musico e compositor Frances Yann Tiersen. A principio Jeunet tinha pensado em outro músico para compor a trilha. Porem mudou de idéia quando ao pegar uma carona com um de seus assistentes de produção ouviu o CD de Tiersen, se interessou por seu trabalho e pouco depois o contratou para musicar o filme.

Yann Tiersen trabalha muito com pianos, acordeões e violinos, mas tem um caráter extremamente criativo, trazendo bastantes elementos pouco conhecidos para suas composições. Entre estes elementos estão: vibrafones, cravos, banjos e até a utilização de uma roda de bicicleta no final da musica “La Dispute”.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
França, 2001
Dirigido por Jean-Pierre Jeunet



Trilha Sonora:


1. J'y suis jamais allé - 1:34
2. Les Jours tristes (Instrumental) - 3:03
3. La Valse d'Amélie (Original version) - 2:15
4. Comptine d'un autre été: L'après-midi - 2:20
5. La Noyée - 2:03
6. L'Autre valse d'Amélie - 1:33
7. Guilty (Al Bowlly) - 3:13
8. À quai - 3:32
9. Le Moulin - 4:27
10. Pas si simple - 1:52
11. La Valse d'Amélie (Orchestral) - 2:00
12. La Valse des vieux os - 2:20
13. La Dispute - 4:15
14. Si tu n'étais pas là (Fréhel) - 3:29
15. Soir de fête - 2:55
16. La Redécouverte - 1:13
17. Sur le fil - 4:23
18. Le Banquet - 1:31
19. La Valse d'Amélie (Piano) - 2:38
20. La Valse des monstres - 3:39


No link:
Da para se ter uma amostra das musicas do CD.


Le Fabuleux Destin D'Amelie Poulain Title Sequence

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Rede e Liberdade

Hoje em dia, baixamos músicas na internet a todo momento, sem nem nos perguntar de que tipo de mecanismo estamos nos utilizando. Por isso, decidimos falar um pouco sobre alguns conceitos que estão bem presentes no dia-a-dia de todos nós que baixamos nossas trilhas sonoras pela internet!

Primeiramente, falaremos das redes peer-to peer, que diferem das redes tradicionais; elas permitem que haja uma livre arquitetura das redes. De acordo com a Webopedia ( www.webopedia.com, citada no link http://www.gta.ufrj.br/grad/04_1/p2p/  ) as redes peer-to-peer podem ser definidas como;

“Um tipo de rede de computadores onde cada estação possui capacidades e responsabilidades equivalentes. Isto difere da arquitetura cliente/servidor, no qual alguns computadores são dedicados a servirem dados a outros. "

Estas redes pressupõe um feedback, interação entre servidor e cliente. Aquele que produz informação também pode ser aquele que a absorve, numa troca de papéis constante. Este inversão de papéis está presente em diversos elementos da rede, como por ex. nos Torrents.

Torrent é uma forma de extensão; "é um protocolo que permite os utilizadores (usuários) fazerem download de arquivos indexados em websites. Essa rede introduziu o conceito “partilhe o que já descarregou” maximizando muito o desempenho e possibilitando downloads rápidos e imediatos" (definição encontrada em http://suserania.wordpress.com/). Assim, você pode baixar o arquivo através de um servidor, ou de um usuário que esteja baixando o mesmo, de modo a otimizar a velocidade e disponibilidade de um mesmo arquivo.

Já deu para perceber que, com a internet, esta questão de quem produz e quem consome conteúdo se mistura cada vez mais, não? Com isso, dá para imaginar que a questão dos direitos autorais (como já comentado em outro post aqui neste blog) se torna cada vez mais complicada.  Por isso, um conceito importante de ser compreendido é o das Licenças creative commons.

Tal licença "não significa abrir mão dos seus direitos autorais. Significa oferecer alguns dos seus direitos para qualquer pessoa, mas somente sob determinadas condições." (mais definições e explicações podem ser encontradas em http://www.creativecommons.org.br/)

Com isto, as licenças creative commons implicam em uma nova forma de se pensar nos direitos autorais. Não acabam com estes, mas o adaptam a uma nova forma de cultura em rede; os direitos continuam preservados, mas autoriza-se as pessoas a reproduzirem seu conteúdo, sempre dando crédito a quem o produziu. Além disso, você permite que as pessoas tenham acesso ao que você produziu, mas sem nenhum tipo de uso comercial. Pode também "pode permitir que outras pessoas distribuam obras derivadas somente sob uma licença idêntica à licença que rege sua obra", ou não permitir que obras derivadas sejam distribuidas como sendo suas.

Assim, você amplia o acesso à informação, mas consegue preservar os direitos autorais.

Outra idéia importante de ser compreendida é a das licenças GNU (General Public License). Com este tipo de licença, todos podem copiar e utilizar um determinado conteúdo, mas sem modificá-lo. Esta licença serve para softwares (é a utilizada pelo Sistema Linux) e permite a difusão e aproveitamento de programas, mas sempre preservando as chamadas "liberdades originais". De acordo com a Wikipedia, se baseiam em quatro pontos principais;
  1. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito
  2. A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
  3. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo.
  4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Bom, depois de toda essa discussão, dá para perceber que com a internet se torna cada vez mais complicado pensar em produção e consumo de informação como se pensava anteriormente. Cada vez mais, os papéis de produtor/consumidor se mesclam, como vimos nas redes peer to peer e nos torrents. Por isso, é necessário também pensar em modelos que preservem os direitos autorais, sem minar a liberdade e difusão da informação oferecidas pela rede (como é o caso das creative commons e das GNU).